Home Data de criação : 08/11/26 Última atualização : 10/02/08 22:05 / 565 Artigos publicados

O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado João.  (Religiosos) escrito em segunda 08 fevereiro 2010 22:05

                   

 

Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se obrigado a recorrer à
mendicância para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava
muito…

Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um clube
social, quando viu chegar um casal.

João lhe pediu algumas moedas para poder comprar algo para comer.

-Sinto muito, amigo, mas não tenho trocado- disse ele…

Sua esposa, ouvindo a conversa perguntou:

-Que queria o pobre homem?

-Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido.,

- Lorenzo, não podemos entrar e comer uma comida farta que não
necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!

-Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que quer dinheiro
para beber!

-Tenho uns trocados comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!

Mesmo de costas para eles, João ouviu tudo que disseram.
Envergonhado, queria se afastar depressa correndo dali, mas neste
momento ouviu a amável voz da mulher que dizia:

- Aqui tens algumas moedas. Consiga algo de comer, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Em algum lugar existe um lugar de trabalho para você. Espero que encontre.

-Obrigado, senhora. Acabo de sentir-me melhor e capaz de começar de novo. A senhora me ajudou a recobrar o ânimo! Jamais esquecerei sua gentileza.

-Você estará comendo o Pão de Cristo! Partilhe-o - Disse ela com um largo sorriso dirigido mais a um homem que a um mendigo.

João sentiu como se uma descarga elétrica lhe percorresse o corpo.
Encontrou um lugar barato para se alimentar um pouco.
Gastou a metade do que havia ganhado e resolveu guardar o que
sobrara para o outro dia, comeria ‘O Pão de Cristo’ dois dias.

Uma vez mais aquela descarga elétrica corria por seu interior.

O PÃO DE CRISTO!

-Um momento! - Pensou. Não posso guardar o pão de Cristo somente para mim mesmo.

Parecia-lhe escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na
escola dominical. Neste momento, passou a seu lado um velhinho.

-Quem sabe, este pobre homem tenha fome, pensou -…… Tenho que partilhar o Pão de Cristo.

- Ouça-exclamou João-. Gostaria de entrar e comer uma boa comida?

O velho se voltou e encarou-o sem acreditar.

- Você fala sério, amigo?

O homem não acreditava em tamanha sorte, até que estivesse sentado em uma mesa coberta, com uma toalha e com um belo prato de comida quente na frente.

Durante a ceia, João notou que o homem envolvia um pedaço de pão
em sua sacola de papel.

- Está guardando um pouco para amanhã? Perguntou.

- Não, não. É que tem um menininho que conheço onde costumo
freqüentar que tem passado mal ultimamente e estava chorando quando o
deixei. Tinha muita fome. Vou levar-lhe este pão.

- O Pão de Cristo! Recordou novamente as palavras da mulher e teve a
estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela
mesa. Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que
havia soado antes em sua cabeça.

Os dois homens levaram o pão ao menino faminto que começou a
engoli-lo com alegria.
De repente, se deteve e chamou um cachorrinho. Um cachorrinho pequeno e assustado.

- Tome cachorrinho. Dou-te a metade - disse o menino. O Pão de Cristo alcançará também você.

O pequeno tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a vender
o jornal com alegria.

- Até logo! Disse João ao velho. Em algum lugar haverá um emprego.
Sabe? -sua voz se tornou em um sussurro. - Isto que comemos é o
pão de Cristo. Uma senhora me disse quando me deu aquelas moedas para
comprá-lo. O futuro nos presenteará com algo muito bom!

Ao se afastar,  reparou o cachorrinho que lhe farejava a perna.
Agachou-se para acariciá-lo e descobriu que tinha uma coleira onde
estava gravado o nome e endereço de seu dono.
João caminhou um bom pedaço até a casa do dono do cachorro e bateu
na porta.
Ao sair e ver que havia sido encontrado seu cachorro, o homem ficou
contentíssimo, e logo sua expressão se tornou séria.
Estava por repreender João, que certamente lhe havia roubado o
cachorro., mas não o fez pois João mostrava no rosto um ar e
dignidade que o deteve. Disse então:

- No jornal de ontem, ofereci uma recompensa pelo resgate.
Tome!!

João olhou o dinheiro meio espantado e disse:

- Não posso aceitar. Somente queria fazer um bem ao cachorrinho.

- Pegue-o! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto!
Você precisa de um emprego?Venha ao meu escritório amanhã. Faz-me muita falta uma pessoa íntegra como você.

Ao voltar pela avenida aquele velho hino que recordava sua infância,
voltou a soar em sua alma. Chamava-se ‘PARTE O PÃO DA VIDA’,

‘NÃO O CANSEIS DE DAR, MAS NÃO DÊS AS SOBRAS,

DAI COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA’.

QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA DE TOMAR

NOSSA CRUZ E SEGUI-LO, MESMO QUE DOA!



Nunca perca a Esperança...

Deus nos ama e nos dá sempre o melhor... acredite.

QUE DEUS OS ABENÇOES HOJE E SEMPRE…


permalink

Abrigo  (poesia e poema) escrito em segunda 08 fevereiro 2010 21:08

Autora: Aisha

Abrigo de paz com cheiro de infância,

nela as lembranças caminham

pelos retratos envelhecidos

que espalhados, contam as histórias

das vidas que a minha construíram.

 

Nela, os momentos ficaram gravados,

e cada tijolo carrega em si

os ecos das tantas risadas

e os muitos choros abafados

pelo barulho da chuva no telhado.

 

Nela, vi a vida acontecer

ao adormecer criança e despertar mulher,

ao descobrir o gosto do primeiro beijo

roubado numa tarde quente de verão,

e ao sentir o sabor da primeira paixão.

 

Nela conheci o fim, a despedida, o adeus,

chorei minha saudade, minha dor e parti,

hoje ela é a casa da minha infância

onde guardo as lembranças

dos melhores momentos que vivi.

                        

 

permalink

Soneto de fidelidade  (poesia e poema) escrito em segunda 08 fevereiro 2010 21:04

Autor: Vinícius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

                                                               
permalink

GENEROSIDADE  (mensagem) escrito em quinta 04 fevereiro 2010 15:43


                     
A generosidade é, obrigatoriamente, uma medalha de duas faces:
a disponibilidade de dar e a disponibilidade de receber.
Maria Magdalena Lana Gastelois
                              
 

 
DAR é um gesto para o outro, um sair de si, um olhar e ver, um reconhecer,
um se abrir. A dádiva tem um significado próprio que independe do valor financeiro,

pode ser um pote de mel, uma flor, um cartão, um pouco de si; um gesto, que às vezes é difícil de fazer e pode alegrar ou aliviar o outro de um grande peso, nos retornando também em alívio e alegria por nos mostrar que somos generosos; pode ser um paninho de prato que fizemos ou compramos pensando na cozinha do outro, um pote de geléia com o fruto do nosso quintal, ou escolhida numa prateleira se moramos em apartamento.
Uma muda de planta de nosso jardim, preparadas num saquinho prevendo o natal,
um pouco de nossa flor e sol... Que vão talvez gerar, um dia, o gosto doce de um fruto.
Dar é como doar sangue: sai de mim, e se aumenta assim.
Dar é um impulso, de uma força centrífuga, que parte do EU para o OUTRO.
E volta num olhar, num prazer, em um muito obrigado.

 
RECEBER também é um ato de sair de si, se deixar reconhecer pelo outro,

vem de uma força centrífuga, de fora para dentro e da faculdade de se abrir para fora.

Às vezes a pessoa tem muita dificuldade em receber, sente-se constrangida, quer logo retribuir com outra dádiva superior até em preço, para não ficar devendo;
outras verificam o preço do presente para simplesmente se sentirem seguras de
sua cotação. Também, às vezes ser generoso significa aproveitar a opinião que nos dão.
Sem se sentir julgado ou invadido por medo de parecer mais fraco, principalmente se a pessoa que dá tem mais experiência de vida ou naquele campo de trabalho; como se um bordado maravilhoso feito por mãos mais hábeis do as minhas pudesse me dizer que não sou capaz: de repente, é muito legal conviver com o OUTRO justamente capaz de bordado que pensou em mim; também a falta de generosidade revela um medo de ser pouco, de ter pouco, principalmente na hora em que se está mais necessitado, levando a repudiar uma ajuda preciosa que me daria oportunidade de procurar, calmamente, o meu caminho, curtindo o gesto de ajuda; medo da dependência, de que o outro esteja me abrindo espaço para se apropriar de mim; aí perco o momento, o tempo, e o espaço que poderiam ser enriquecedores para o meu coração, se estivesse aberto.
A gente é só, mas não está sozinho. Este é nosso espaço e tempo com que
fomos premiados sem nada pedir. Ganhamos este corpo, essa casa, país, língua, este chão, este pão.  Este EU, e não outro. Ganhamos as pessoas que de uma forma ou de outra, compõem ou cruzam nosso caminho.
Este pai, esta mãe, filhos, sobrinhos, primos, sogras, sogros, tios, avós. Amigos.  Este companheiro/a: ganhamos, vivenciamos, perdemos e a vida continua.
Uns vão, outros ficam. Não se esquecer de que somos todos provisórios.
Aqui, agora, este é nosso quinhão no cosmos em movimento, indo.
Somos sós mas não estamos SOZINHOS.
Descobrir. Reconhecer. Abrir. Compartilhar.
Parar de rodar em volta do próprio umbigo, olhar e ver.
Gerenciar o que recebemos da vida, e construir nossa história.  
permalink

Aprendi...  (frase e pensamento) escrito em quinta 28 janeiro 2010 15:05

           

 

Autor: William Shakespeare

Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém

Posso apenas dar boas razões para que gostem de
mim e Ter paciência, para que a vida faça o resto.


Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi...Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.


Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.

Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.

Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sente.

Aprendi que perdoar exige muita prática.

Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.


Aprendi... Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.

 

Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

 

Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso.

Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto;

Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver.

Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.

E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.”

                   

 

                                   

permalink